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A Dor No Idoso Imprimir E-mail
Autoria de Dr. Luiz Gonçalves Pinto   
05 de outubro de 2005
    inda hoje se reconhece que em mais de 50% das dores crônicas o manuseio sintomatológico é inadequado.
    Os mecanismos complexos que envolvem a modulação da dor transcendem os limiters das vias anatômicas interagindo com a raça, sexo, idade, cultura, emoções, padrão comportamental, etc.
    Com o avançar da idade a dor assume maior importância devido à sua expressiva prevalência aliada à freqüente limitação funcional e ao impacto psicológico negativo dela decorrente.
    É comum a associação da dor com o envelhecimento.
    Também há a associação da dor crônica e a depressão.
   
    FISIOPATOLOGIA DA DOR DO IDOSO:

    A dor é uma experiência sensorial complexa, modificada pelas características da memória, das expectativas e das emoções de cada um.

    TEORIA DAS COMPORTAS:
    (Gate Control Theory of Pain)

    Postula que as informações sensoriais podem ser inibidas na medula espinhal.
    Dois tipos de informações transitam pelos tratos espinotalâmicos laterais:

     1. Pelas vias rápidas
    Ascendem diretamente ao córtex as informações fásicas, incluindo a localização e características da dor como intensidade, tipo e duração.

     2. Pelas vias lentas
    Seguem informações tônicas, que sofrem interferências dos componentes afetivos e emocionais por conexões ao sistema límbico, permitindo a identificação como “queimação”, “pavorosa”, etc.

    Existe ainda um sistema descendente inibidor da dor, por onde também transitam informações superiores que chegam à medula espinal e que parece ser muito importante na modulação da sensibilidade dolorosa.



    Estes mecanismos podem explicar as dores nas diversas partes do corpo mas não aquelas oriundas do próprio SNC.
    Muitos são os neurotransmissores envolvidos com estas vias, cuja função na modulação da dor é complexa, podendo aumentar ou diminuir a sua sensibilidade.
    Há um declínio na sensibilidade dolorosa, representando por aumento no limiar de dor e redução da capacidade discriminativa, principalmente a baixos níveis de estimulação nociceptiva.
    Esse declínio estaria relacionado a uma menor responsividade de nociceptores periféricos e fibras amielínicas após estímulos dolorosos bem como a alterações na resposta EEG, sugerindo menor ativação cortical.

    CLASSIFICAÇÃO DA DOR NO IDOSO:  

    1. Aguda
    Tem manifestações adrenérgicas
   
    2
. Crônica
    Duração > 3 meses
    Não melhora > 1 mês
    A dor crônica pode ser subdividida em:
   
     a) Somatogênica
     b) Psicogênica

    ou

     a) Nociceptiva
     b) Neuropática
     c) Psicogênica

    NOCICEPTIVA:

    Decorrente da ativação das fibras sensitivas; pode ser somática (artrite, câncer) cuja melhora depende da remoção da causa periférica e/ou do uso de analgésicos ou da interrupção terapêutica da via aferente.
    Pode ser visceral (obstrução intestinal ou de vias urinárias).

    NEUROPÁTICA:

    Por agressões dos tratos aferentes, podendo ser:

    1. por deaferentação (neuralgia pós-herpética, dor no membro fantasma).

    2. por distrofia simpática reflexa, cuja melhora depende da interrupção da inervação simpática da área acometida.

    3. por neuropatia periférica (compressiva, neurológica, neurinomas).

    EPIDEMIOLOGIA DA DOR NO IDOSO:

    A dor crônica é a principal queixa;
    25-50% após os 60 anos;
    É o dobro dos jovens.

    Já em relação a prevalência de dor aguda (5%) não há diferença.
    Vários autores demonstram não haver progressivo aumento da prevalência de dores com a idade, atingindo-se o pico na meia idade.

    AVALIAÇÃO DO IDOSO COM DOR:

    São necessárias estratégias especiais para contornar a falta de memória, desinteresse e falsos conceitos do idoso em relação à dor.
    Não valorizar excessivamente a impressão dos familiares e cuidadores. A dor é subjetiva e particular.

    Exame físico:
      -  Exame neurológico acurado;
      -  Usar escalas de avaliação.

    PRINCÍPIOS GERAIS DO TRATAMENTO DA DOR NO IDOSO:

    Tratar sempre que possível a causa determinante;
    Valorizar os possíveis fatores psicológicos e limitações funcionais;
    Considerar a necessidade de uma abordagem multidisciplinar.


Última Atualização ( 30 de abril de 2008 )
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