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Exposição Profissional em Acidentes com Material Biológico em Medicina Imprimir E-mail
Dr. Luiz Gonçalves Pinto   
29 de agosto de 2008

INFORMATIVOS MÉDICOS

Exposição Acidental a Material Biológico

s cirurgiões e outros profissionais da área de saúde, em geral, apresentam um risco elevado de exposição acidental a material biológico decorrente da sua prática diária.

Os dados recentes do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) mostram a disseminação universal da infecção pelo vírus B e C da hepatite, bem como da infecção pelo HIV.

Após o advento da AIDS, algumas medidas foram implementadas ou reforçadas no ambiente hospitalar para aumentar a proteção dos profissionais da área de saúde, diminuindo o risco de contaminação acidental. Essas medidas são conhecidas como precauções universais que devem ser rigorosamente utilizadas no atendimento de pacientes em que ocorra manipulação de sangue e/ou secreções, procedimentos invasivos, risco de respingo dos materiais biológicos em pele não-íntegra e mucosas. Ainda, no conjunto dessas medidas estão contempladas as normas para o descarte de materiais perfurocortantes e o destino posterior desses, para interromper a cadeia de acidentes que pode se estender até para fora do ambiente hospitalar.

Nem todo acidente, mesmo dentre os perfurocortantes, tem o mesmo potencial de transmissão de doença, estando esse risco relacionado com a quantidade de inóculo envolvido, a extensão da perfuração e o status viral do paciente-fonte.

Portanto, todo acidente profissional deve ser imediatamente relatado às comissões pertinentes para que o risco seja quantificado e a conduta seja orientada adequadamente, tanto em relação aos exames a serem providenciados para o paciente fonte e para o profissional acidentado quanto com referência às medidas profiláticas a serem adotadas.

Quando houver necessidade de profilaxia para infecção pelo vírus B da hepatite e pelo HIV, essa deve ser implementada em no máximo 72 horas após o acidente para que os resultados sejam melhores.

Todos os profissionais da área da saúde devem ser incentivados a receber a vacina da hepatite B.

Em acidente de risco para o vírus B em profissional não-adequadamente vacinado ou sem conhecimento do nível de anticorpos, deverá ser realizado um teste rápido para tal finalidade e, se necessário, o profissional deve receber a profilaxia com gamaglobulina hiperimune para hepatite B (HBIG). Para os não-vacinados previamente, recomenda-se iniciar a vacinação nesse momento, observando locais diferentes para aplicação das duas substâncias.

Após acidente comprovado com material biológico de paciente portador do vírus C da hepatite, o profissional deve ser encaminhado para seguimento sorológico que será realizado durante seis meses. Em casos de acidentes de alto risco de contaminação, técnicas de Biologia Molecular deverão ser utilizadas para detectar a soroconversão mais precocemente. Para a profilaxia do vírus C não está indicada a utilização de gamaglobulina inespecífica.

Após acidente relevante e comprovado com portador de HIV, o profissional deverá ser submetido a testagem anti-HIV imediata e, se indicado, iniciar a profilaxia com uso de drogas anti-retrovirais.

O profissional deverá ser submetido a seguimento sorológico até sexto mês após o acidente.

Para todos os profissionais acidentados com materiais biológicos com vírus B, C e HIV deve ser orientada a profilaxia de transmissão sexual com o uso de preservativos, bem como evitar doação de sangue, órgãos, gravidez e aleitamento materno até o final de seguimento sorológico.

Dr. Luiz Gonçalves Pinto
Médico Ortopedista e Traumatologista


Última Atualização ( 01 de setembro de 2008 )
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