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Uso de Medicamentos na Gestação Imprimir E-mail
Autoria de Dr. Luiz Gonçalves Pinto   
13 de novembro de 2006

     uso de medicamentos na gestação deve ser cauteloso, pelos riscos e efeitos sobre o organismo materno e fetal. TERATOGENICIDADE vem do grego, TERAS = MONSTRO.

    O medicamento pode causar anormalidades estruturais e funcionais, repercutindo no crescimento, desenvolvimento e comportamento do ser humano. 

    O período mais crítico do desenvolvimento humano é quando a divisão, a diferenciação celular e a morfogênese estão no ponto máximo.

    A idéia de que a placenta é uma barreira contra drogas está errada. Até certo ponto, o feto fica exposto a praticamente todos os fármacos ingeridos pela mãe. Até mesmo os fármacos administrados imediatamente antes do parto podem ter efeitos adversos no recém-nascido.

Vejamos alguns grupos específicos de medicamentos:

ANTIMICROBIANOS

    Penicilinas e Cefalosporinas são antibióticos relativamente seguros na gravidez.
Aminoglicosídeos, Quinolonas, Tetraciclinas e Sulfas devem ser evitadas.

ANALGÉSICOS

    O melhor analgésico é o Paracetamol. Evitar Dipirona e o Ácido Acetilsalicílico.

ANTI-INFLAMATÓRIOS

    Os Anti-Inflamatórios inibidores da prostaglandina sintetase podem causar diminuição no volume de líquido amniótico, bem como fechamento prematuro do ducto arterioso fetal.

ANTI-CONVULSIVANTES

    A Hidantoína, Carbamazepina e o Ácido Valpróico tem sido associados a defeitos do tubo neural. Mas como a epilepsia não controlada é danosa para a gravidez, melhor usar Fenobarbital.

ANTI-HIPERTENSIVOS


    Não usar inibidores da enzima conversora da angiotensina, nem betabloqueadores. O Piridolol é considerado seguro, bem como os inibidores centrais dos receptores alfa-adrenérgicos (metildopa).

DIURÉTICOS

    Geralmente são contra-indicados na gestação.

ANTICOAGULANTES

    A Heparina é mais segura. Os derivados cumarínicos devem ser evitados na gravidez.

HIPOGLICEMIANTES ORAIS

    São contra-indicados. Quando necessário, opta-se pela insulinoterapia.

ANTI-TIREOIDIANOS

    Podem levar ao hipotireoidismo na criança. A melhor medicação é o Propiltiouracil, pois há menor passagem placentária.

CORTICOSTERÓIDES

    Deve ser evitado o uso prolongado.

ANTIEMÉTICO

    A Metoclopramida é relativamente segura.

ANTIÁCIDOS

    O uso prolongado de sais de magnésio pode provocar diarréia e os de cálcio e alumínio a constipação. Altas doses e tempo prolongado no seu uso podem provocar hipercalcemia e hipermagnesemia no recém nascido.

ANTIULCEROSOS

    Cimetidina, Ranitidina e Pantoprazol não possuem contra-indicações. Quanto ao Omeprazol e ao Lansoprazol, não há estudos controlados. O Misoprostol está contra-indicado por ser abortivo.

ANSIOLÍTICOS E HIPNÓTICOS

    Os derivados da benzodiazepina são drogas psicoativas usadas com freqüência por mulheres grávidas. Estes derivados incluem o Diazepam que cruza a membrana placentária. O uso destas drogas durante o primeiro trimestre de gravidez está associado a sintomas transitórios de abstinência e a anomalias craniofaciais. O flunitrazepam é contra-indicado. Os barbitúricos fenobarbital e tiopental podem causar hemorragia e síndrome de abstinência.

VITAMINAS

    Tanto o excesso quanto a deficiência de vitaminas são lesivas para o desenvolvimento do concepto.

    A eficácia da prevenção de defeitos do tubo neural através da suplementação do ácido fólico durante a gestação é fato comprovado.

    As drogas sociais e as ilícitas (álcool, nicotina, cocaína e narcóticos como a heroína) podem prejudicar tanto o processo de gestação como o feto.

    Em suma, a grávida nunca deve automedicar-se. Gestantes devem evitar o uso de plantas medicinais ou chás principalmente no 1º trimestre da gestação. Só o especialista poderá avaliar adequadamente a relação risco-benefício para a mãe e o concepto nas diferentes situações em que um medicamento deverá ser usado.

Também é aconselhável evitar adoçantes nos 3 primeiros meses de gravidez.

 

Dr. Luiz Gonçalves Pinto 

 

Última Atualização ( 30 de abril de 2007 )
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